
E minha oficina foi ficando cada dia mais difícil de manter,
dividas acumulada poucas solução, não sabia o que fazer. A prestação do meu
carro já estava com três parcelas vencidas e com o Banco me cobrando comecei á
ficar muito nervosa, e me sentia sozinha, sem apoio de ninguém, precisava
naquele momento de uma palavra amiga, mas o que eu recebia era criticas, todos
achando que nos estávamos bem de vida e só Deus viam o que estávamos passando.
Naquela situação eu sentia tanta falta da minha família. Mas não tinha ninguém
por perto, não entendo por que se afastaram de mim daquela maneira. Cada dia
passando mais cobrança chorava muito, não queria devolver meu carro, afinal ele
era minhas pernas, e eu estava perdendo. As maquinas de costuras que eu tinha
comprado não estava mais em condições de paga-la. Então quando o banco ligou
novamente e sem saber o que fazer sem solução alguma resolvi entregar meu carro
pedi que eles viessem buscar durante á noite e naquele dia me senti vazia,
sozinha, não tinha ninguém do meu lado. Meu marido não aceitava, queria fazer
um acordo, mas não tinha o que fazer. Sei que ali estava indo o meu sonho minha
perna. Naquele momento começou á passar pelos meus pensamentos como eu ficaria
sem meu carro. Chegou á noite meu filho chorando veio me avisar que o guincho
estava carregando o meu carro. Ali se foi minha perna, meu sonho que nunca mais
eu vi.
Lucilene


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